terça-feira, 1 de setembro de 2009



"Pela decisão dos anjos e julgamento dos santos, excomungamos, execramos e maldizemos Baruch de Espinoza... Maldito seja de dia e maldito seja de noite; maldito seja quando se deita e maldito seja quando se levanta; maldito seja quando sai e maldito seja quando regressa..."

Texto de excomunhão de Espinoza, promulgado a 27 de julho de 1656. Não sei não, mas acho que até esta parte, a maldição rogada pelos inquisitores é que o herege sofra de uma crise de ciática (tá foda... tá muito foda).

Mas o texto continua:

"Ordenamos que ninguém mantenha com ele comunicação oral ou escrita, que ninguém lhe preste favor algum, que ninguém permaneça com ele sob o mesmo teto ou a menos de quatro jardas, que ninguém leia algo escrito ou transcrito por ele."

Tenho um amigo que está em situação semelhante, no que diz respeito a diversos órgãos da imprensa nacional, bem como no que se refere a editais, encontros literários e à coluna da Mônica Bégamo.

Para ler seus textos heréticos é só entrar, toda a semana, no www.congressoemfoco.com.br, e clicar sobre o nome maldito de Marcelo Mirisola. Garanto que vale a pena.

E outra coisa: aquela história de que "um homem com uma dor é bem mais elegante" é a puta que os pariu!


3 comentários:

Lalo Arias disse...

Que coisa, cara, o tempo passa e nada muda.
De qualquer maneira, Spinoza e Mirisola, entre outros sacaneados pelas inquisições da vida, continuam entre meus preferidos. Benditos os malditos.
abraço

Fred disse...

Cara, preciso te mandar uns endereços eletrônicos, mas o farei pelo e-mail particular. Tô acessando de casa. Aqui consigo postar.

Abração e segue em frente com o blog, que tá muito legal!

Nilo Oliveira disse...

Vírus?!? Abraço, e valeu.