terça-feira, 9 de agosto de 2011

Deltas

Florianópolis é a ilha que mais cabe no conceito de ilha que eu conheço. Há quarenta e oito horas a chuva não dá trégua: nem toró, nem garoa - sempre no mesmo ritmo. 

Lenha verde (ou úmida) estalando numa fogueira, pés descalços aos trotes na lajota fria, uma adolescente mascando chicletes de boca aberta e com fones de ouvido, que estoura sucessivas bolas no ritmo da música - como os esquimós têm mais de 56 nomes pra designar o que chamamos de "branco", morar em Floripa nos habilita a inventar meia centena metáforas pro barulho da chuva. 

Um charco: ou uma porção de terra(?) cercada de água por absolutamente  TODOS os lados.

*
Ontem liguei a tv no início da madrugada e, na Cultura, estava passando um documentário sobre este cara aqui:




Depois que acabou, fiquei até as cinco da matina batucando no teclado e, antes de dormir, caí na besteira de ligar de novo a tv - e só  consegui pegar no sono lá pelas seis e meia, por causa de outro documentário, no Canal Brasil, desta vez sobre este sujeito:



Sonhei que cavalgava, despacito, por uma grande e encharcada planície entre dois rios.



Nenhum comentário: